Com isso, caminhamos com a Agricultura, colocando-a como um dos pilares das nossas vidas, trabalhando com o olhar para a essência da natureza, favorecendo os processos de vida.

No primeiro sábado do mês de agosto, este que é regido por Leão, um mês ligado ao elemento fogo e o único mês da roda astrológica regido pelo sol, acordamos cedo para cumprir a nossa meta de cultivar Feijão com Milho e Tomate com Guandu em um lote emprestado perto das nossas casas.

Nosso desejo é tornarmos independentes dos produtos agrícolas sem vida que são vendidos por aí. Digo sem vida por causa do modo como são cultivados, utilizam o NPK que aduba a água e não o solo, fazendo a planta ficar aquosa, igual a uma pessoa que toma “bomba” para ficar forte, mas acaba ficando inchado e sem força alguma. E também, o monte de veneno que jogam por causa das pragas e patógenos, e acreditam que usando essas coisas a produção aumenta e que economizam. As “pragas e patógenos” com certeza aumentam, pois o que eles necessitam está em excesso na desequilibrada planta, veja a {tip Teoria da Trofobiose de Francis Chaboussou::O termo Trofobiose origina-se do grego:

Trophos (alimento) e Biosis (existência de vida).

De acordo com essa Teoria, todo organismo vegetal fica vulnerável à infestação de pragas e doenças quando excessos de aminoácidos livres e açúcares redutores estão presentes no sistema metabólico (POLITO, 2005).

Considerando os efeitos das tecnologias sobre a agricultura, há de se observar, de forma sistêmica,  os mecanismos de causa e efeito das tecnologias sobre a sustentabilidade do agroecossistema, da mesma forma em que Hipócrates, pai da Medicina recomendava: Sublata causa tolitur effectus (“eliminada a causa cessam os efeitos”).  Com essa premissa, o cientista francês Francis Chaboussou estabeleceu as bases da Teoria da Trofobiose, considerando que o ataque de pragas e doenças nos cultivos é um efeito, cuja causa está no desequilíbrio metabólico da planta (PINHEIRO & BARRETO, 1996).}Teoria da Trofobiose {/tip}.

Adquirimos sementes de Feijão Rajado, sendo este denominado  “Feijão Engorda Mulher” pelas pessoas da roça, e usamos também sementes do milho que plantamos em Novembro de 2013. O Guandu já estava no local, este que também foi plantado no mesmo dia do milho. Fizemos os berços, vivificamos o solo, colocamos as sementes nos berços, cobrimos com o solo e pisamos em cima pra tirar o ar e ainda montamos a irrigação. A irrigação é necessária na época de seca.  O Guandu que estava com uns 2 metros de altura, fizemos uma poda a 40 cm do chão e plantamos tomate no pé dele, para crescerem juntos.

Foi um delicioso momento em que tomamos uma garapa feita na hora e terminou com um Feijão Tropeiro vegetariano feito pela Patrícia Horta e um vinho servido pelo amigo Gláucio. Agradecemos a força e companhia do Vítor, que sem ele não sei se conseguiríamos acabar no mesmo dia.

Com isso, caminhamos com a Agricultura, colocando-a como um dos pilares das nossas vidas, trabalhando com o olhar para a essência da natureza, favorecendo os processos de vida. Nunca nos esquecemos de acrescentar matéria orgânica no nosso solo, de utilizar fertilizantes insolúveis em água, de cultivar em consórcios de plantas, de proteger árvores nativas, animais, água...