Há três processos importantes na dinâmica sucessional, que se referem às relações entre espécies: facilitação, inibição e tolerância (Ricklefs 1993). Certas espécies pioneiras, na medida em que modificam o ambiente nos estádios* iniciais de sucessão, aumentando o sombreamento e a umidade, ou os teores de nitrogênio nas camadas superficiais do solo, podem favorecer outras espécies de fases sucessionais tardias.

Esse é um processo de facilitação. Por sua vez as pioneiras usualmente não toleram a sombra das que a sucedem e, portanto, sua presença é efêmera. Assim que outras espécies de estádios sucessionais mais tardios(secundárias ou climácicas) aumentam sua abundância e tamanho, as espécies pioneiras desaparecem daquele local. Em um estádio maduro, as espécies dominantes impedem que as pioneiras retornem ao local, caracterizando um processo de inibição, estado este que pode permanecer por décadas ou séculos. Daí a importância das perturbações locais: surge uma nova oportunidade para que as espécies típicas dos estádios iniciais se estabeleçam. A tolerância é uma relação neutra entre as espécies, permitindo o convívio entre elas em um mesmo estádio sucessional. A presença de uma ou outra espécie ou grupo de daria em função dos ciclos de vida mais ou menos longos.

*Estádio: Cada um dos momentos em que se pode dividir um processo ou uma evolução. ESTADO, ETAPA, FASE, PERÍODO.