Este ritmo não deve ser confundido com o de perigeu e apogeu, nem com a Lua crescente e minguante. Neste último ritmo, o das fases, vemos a Lua em relação ao sol. Quando estes dois astros estão juntos, isto é, em conjunção, temos Lua Nova. Na Lua Crescente sua parte iluminada aumenta a cada dia, enquanto que na Lua Minguante iluminada diminui.

Para entendermos o movimento ascendente e descendente da Lua será melhor usarmos o curso anual do Sol a título de comparação. Por volta da época de Natal o Sol está em seu ponto mais alto, tendo ao fundo Sagitário. Então principia sua descida: seus arcos acima do horizonte são cada dia mais baixos, o ponto onde nasce se move de sudeste para leste, e o ponto onde se põe de sudoeste para oeste a cada dia. Até que por volta da Páscoa atinge seu arco médio, quando está na região de Peixes. Aí dia e noite são iguais – estamos no Equinócio de Outono. Durante as semanas seguintes o ponto do nascer do Sol se desloca mais adiante ainda, para o nordeste ( e o ponto do poente para noroeste), e seu clímax ao meio-dia é cada dia mais baixo. No Solstício de Inverno, atingiu seu ponto mais baixo e o dia tem sua duração mínima. Estamos em junho.

Por alguns dias é como se o Sol tivesse prendido a respiração, então os dias começam a aumentar. O nascente se move de volta para leste (e o poente de volta de noroeste para oeste). A posição do Sol ao meio-dia fica cada vez mais alta: o Sol ascende. Chegando ao Equinócio de Primavera a curva diária está de novo em seu nível médio, isto é, o Sol nasce no leste e se põe no oeste, e as noites e dias são novamente iguais. Consequentemente nos aproximamos da estação clara do ano e por volta do Natal teremos mais horas de luz que de escuridão (cerca de 14 horas, aqui no limite tropical-subtropical). O Sol atinge de novo seu ponto mais alto, que chamamos Solstício de Verão.

A Lua descreveu o mesmo tipo de arcos diários, que são por algum tempo ascendentes, por outros descendentes, como o Sol faz em seu ciclo anual. Apenas que a Lua o faz cada vinte e sete dias, no curso de sua órbita mensal ao redor da Terra. Quando a Lua passa diante da constelação de Gêmeos, está em seu ponto mais baixo. Daí começa a ascender. O que descrevemos para o Sol na segunda parte do ano poderíamos basicamente repetir para a Lua. Na verdade, o crescimento das plantas mostra que com a escensão da Lua as forças e as seivas das plantas fluem para cima e enchem a planta de vitalidade. Mas quando a Lua atinge seu ponto mais alto, na região do Seteiro, e começa a descer, então a planta se orienta mais em direção às raízes. Este é o período favorável aos transplantes, pois a planta forma novas radículas rapidamente e se ancora na nova posição. Como o fluxo de seiva é mais fraco neste período, ele é também o tempo apropriado para podar árvores e sebes – desde que a estação também seja apropriada. se possível, deve-se verificar também a posição da Lua no Zodíaco quando quisermos fazer a qualquer uma destas atividades. Assim, um “dia de flor” no tempo de muda (Lua descendente) pode ser escolhido para a poda de arbustos floridos ou rosas. O mesmo se aplica a árvores e arbustos frutíferos.

Se estiver cortando garfos para enxertar, é bom fazer isto no período de Lua ascendente, para que não murchem facilmente. Nesse caso deve-se pintar ou fechar o corte com um preparado apropriado, par prevenir a perda da seiva.