A dissociação do homem com a natureza vem trazendo inúmeros problemas que desafiam a humanidade atual.  Um exemplo vem do relatório da UNICEF que mostra o Brasil em sétimo lugar no ranking de países onde se matam mais jovens no mundo. Na Região Sudeste, uma conclusão relevante é a concentração de municípios com Índice de Homicídios por Adolescente elevado no entorno das capitais dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

Outros estudos mostram que o uso exagerado de tecnologia está ligado a um aumento de casos de déficit de atenção,  a uma redução de concentração, na memória e a uma maior impulsividade. Além disso: atraso no desenvolvimento físico, obesidade, privação do sono, doenças mentais, agressividade e dependência.

O trabalho na terra traz um momento de introspecção e ao mesmo tempo a relação com o mundo exterior. O fenômeno desta polaridade causa no jovem a calma no agir. O cuidado com o ser vegetal e animal, reverbera-se no trato entre os seres humanos, gerando harmonia no âmbito familiar irradiando para as camadas mais externas como a comunidade. 

A realização através deste trabalho motiva o jovem a ter vontade de agir, de executar o seu pensar, pois ele se sente capaz de produzir, após acompanhar seu cultivo, participando ativamente de todo processo do ciclo da planta, do semear até a colheita que chega a seu prato. Os animais, segundo Rudolf Steiner por terem “Alma de grupo”, ou seja, animais de uma mesma espécie, até certo ponto, constituem um só ser. Ao cuidarmos e observarmos os animais nas suas atividades, desenvolvemos em nós ideias construtivas para a nossa vida, como arquiteturas, alimentação, movimentos corporais, da relação com a natureza...