Quase ninguém se dá conta de que bilhões de animaizinhos populam cada metro quadrado de solo. Calcula-se que em cada metro quadrado de solo sadio existem uns seiscentos gramas de microrganismos da micro, meso e macro fauna.

Quando estamos no nosso quintal, vemos apenas o que está acima da linha que separa o subterrâneo do aéreo e não nos tocamos que abaixo desta linha há um organismo vivo que se chama “solo”.

Quase ninguém se dá conta de que bilhões de animaizinhos populam cada metro quadrado de solo. Calcula-se  que em cada metro quadrado de solo sadio existem uns seiscentos gramas de microrganismos da micro, meso e macro fauna.

As comunidades do subsolo, sejam bactérias ou animais, vivem em sociedade onde imperam as mesmas leis que regem a nossa sociedade de consumo. Vale a lei do mais forte, a defesa da área vital, existem associações, mas existem igualmente os vícios no reino animal, como formigas toxicômanas que gostam de comer colêmbolos (artrópodes, ápteros e hexápodes) tóxicos para ficarem embriagadas. Existe a corrupção onde , por exemplo, o colêmbolo perseguido por cupins-guerreiros, lhes oferecem um bocado de comida, sendo imediatamente deixado em paz, podendo roubar do cupinzeiro. 

Um dos maiores méritos da micro e mesofauna do solo é o de manter a população bacteriana sempre nova e ativa. Comem as bactérias adultas, eliminando assim as pouco ativas.

A ligação entre indivíduos diversos é sempre benéfica, um exemplo são  os fixadores de nitrogênio, como os Azobacter, que fixam até quatro vezes mais em presença de amebas (Colpodia). A relação das amebas com as bactérias está em outros processos, como na decomposição de celulose, importantíssimo agregador do solo.

Do ciclo de formação e degradação depende toda a vida animal, da ameba ao homem. E, quanto mais se aproxima da destruição total da substância tanto mais se aproxima também do início de nova vida. Toda vida sobre a terra firme inicia-se no solo. Se não houvesse destruição a vida não poderia continuar, porque o mundo estaria entulhado de plantas e animais mortos, de dejetos e de lixo.

A matéria orgânica contribui para a sanidade vegetal, por diversificar a vida do solo, produzir substâncias fungistáticas como fenóis e permitir a produção de antibióticos por bactérias.

A maior certeza sobre o solo brasileiro é que temos sempre de acrescentar matéria orgânica no solo.